DESAFIOS DAS BANDAS INSTRUMENTAIS

Sabemos que o desafio da equipe de louvor é trabalhar em conjunto. Se procuramos nos dicionários o sentido da palavra equipe encontraremos que equipe, equipa ou time é um grupo de pessoas que geralmente se unem para alcançar um objetivo em comum.
Qual é o objetivo da equipe de louvor? Pra que serve esse tal elemento denominado “equipe de louvor”? Por que devo fazer parte dessa equipe? Qual é o motivo da existência dessa equipe?

Hoje em dia podemos encontrar uma grande confusão dentro dessa "equipes de louvor", muitas das vezes por não saberem responder a essas perguntas. Devemos parar para refletir, se somos uma equipe devemos pensar como uma equipe. Mas como pensar em equipe se vivemos em uma sociedade totalmente individualista? Esse é o maior desafio como uma “equipe de louvor”. Podemos encontrar grandes músicos, instrumentistas, vocalistas afinados, pessoas talentosas mas que são totalmente individualistas em todos os sentidos, como esse grupo pode se unir para alcançar um único objetivo, se o guitarrista quer fazer o seu solo junto com o tecladista, que quer dar o ritmo da música junto com o baterista, o qual, quer que todos vejam a bela virada e a batida nova de seus pratos, sobressaindo sobre aquele acorde maneiro que o violão acabou de inventar? Imagina que situação.

Por isso vamos analisar cada instrumento, em que hora devem ser executados. Não como uma regra, mas de uma melhor forma a ser executada. Teremos como base o texto do Ramon Chrystian sobre Instrumentação Congregacional, tentei separar algumas partes nesse artigo que nos será útil. Vejamos então.


DINÂMICAS DE ENSAIO

Em seu artigo Ramon destaca:

1. O som do silêncio – Tocar o tempo todo, além de prejudicar a dinâmica de uma música desgasta o frescor do seu instrumento.

2. Menos é mais - Quanto mais dissonante e repleta de extensões for a harmonia e quanto mais “quebradeira” e contratempos tiver um arranjo, mais rica esta musica será, certo? ... Nem sempre.

3. Simplicidade sem mediocridade - Para um arranjo ser coeso, cada instrumento deve ter o seu lugar, como se pudessem falar e serem respondidos. Como em uma orquestra.

4. Acessibilidade - A simplificação de uma canção congregacional visa a assimilação da música e de seu conteúdo.

5. Músicos Experientes X Músicos Iniciantes - Nivele o arranjo (nem muito amador, nem muito profissional) respeitando a fase de amadurecimento musical que cada um se encontra e melhore gradativamente.

6. Ensaios

7. Improviso/Solos - “Eu já sei tocar todas as notas, agora em um solo procuro a ausência delas” ( Miles Davis).”

Nos seis pontos destacados pelo o autor, é interessante pensarmos no número um.
Hoje o que podemos ver nas bandas é um grande duelo entre os instrumentos, todos querem tocar ao mesmo tempo, como se a presença da grande sonoridade de instrumentos fosse sinal de um som bonito, agradável. Acabamos assim criando músicas barulhentas, poluídas sonoramente, sendo assim totalmente agressiva aos nossos ouvidos. Por isso, muita das vezes criamos crises e conflitos entre as gerações. É necessário que haja equilíbrio com toda a equipe. É importante que destacar aqui que equilíbrio não é uma simples palavras. O Equilíbrio machuca. Às vezes fará com que os integrantes dessa banda sintam-se "diminuídos".

O grande erro que se comete é esquecer que a banda nada mais é de um simples suporte, um simples acompanhador. Diria que o papel é idêntico ao do cão guia, o qual direciona o seu companheiro da melhor maneira possível. Por isso, nos nossos ensaios devemos nos questionar: será que a igreja vai conseguir cantar esse cântico dessa maneira? Será que essa música não tem muito interlúdio? Será que as evoluções que estou fazendo não irá prejudicar a congregação?

Nadyne Lima